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.: O blog :.
Costumo publicar textos às terças e sextas pela manhã.
Mas entro todo dia pra ler os comentários.
Alguma dúvida??? É melhor porque é proibido!!! Aqui, eu conto histórias
eróticas, sensuais e engraçadas... todas verdadeiras. Mas também
levanto questões sobre relacionamento, casamento e felicidade.
Quem tiver problemas dessa natureza, junte-se a nós. Quem não tem,
anote o endereço porque mais
tarde vai precisar.
Este blog é um álbum da minha vida. Relato fatos de todos os tempos.
Exponho meus sentimentos. Anuncio meus sonhos. Brigo contra o que não
gosto. Exploro muito o lado masculino nos relacionamentos.
Nome: Proibido
Idade: Dez/68
Cidade: De SSA, em BSB
E-mail:
proibidomelhor@yahoo.com.br
Gosto de: Viver intensamente
Odeio: Fracos e idiotas
Tristeza: Viver longe das filhas
.: Sobre mim :.
Todas as segundas-feiras, publico textos no Blog Temático.
Separado, depois de 10 anos de casado mais 7 entre namoro e noivado,
duas filhas, uma ex-amante
que me fez muito feliz por quase um ano, até termos sido descobertos.
Hoje, vivo a liberdade que almejava há muitos anos, morando só,
seguindo minhas próprias regras, limites e horários, conhecendo pessoas
maravilhosas, mas também pessoas que não valem a pena, curtindo todos
os shows que me interessam... enfim, estou VIVENDO de novo.
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Sexta-feira, Agosto 07, 2009
Há muito tempo não escrevo neste espaço e nem mesmo sei dizer a razão. Acho que é a falta de saco para inventar assunto pra escrever. Idéias eu até tenho muitas, mas, na hora de sentar e escrever, não decido sobre o que quero escrever e acabo deixando pra depois... como tudo que perde prioridade nas nossas vidas. E eu não poderia voltar com um tema diferente deste: pai. Afinal, neste domingo será o Dia dos Pais.
Tenho o maior orgulho do meu velho que tanto me ensinou nessa vida e ainda é um dos meus maiores fãs e, certamente, é meu melhor amigo. Foi ele quem me ensinou a agüentar certas coisas pra poder viver em paz. Mas também foi ele que fez coisas (raras, graças a Deus) que eu não faço nem faria. Tudo isso faz parte do aprendizado. Mas o maior de todos ensinamentos é dar exemplo. Do meu pai eu herdei meu caráter, minha honestidade e simplicidade, porém com uma ambição que ele nunca teve.
Seguindo os exemplos do meu velho, passo às minhas filhas tudo que tenho de bom dentro de mim, sem esconder nada, nem mesmo meus piores erros. Educar é mostrar que todos estamos passíveis de errar, mas que devemos aprender e nunca cometer os mesmos erros, minimizando aqueles que ainda estão por vir.
Passei uma semana com elas no Rio, na casa de um amigo. Pena que o tempo não colaborou muito, mas também não atrapalhou tanto. Pra mim, não existe nada melhor nessa vida do que estar com meus eternos bebês, passar dias com elas, principalmente viajando. Adoro transmitir segurança, mostrar como viver na defensiva e como saber atacar, ensinar um pouco de história, da vida, correr, rir, fazer papel ridículo, agir com naturalidade, sem vergonha de falar palavrões, e, mais que tudo, abraçar e beijar muito aquelas doidinhas.
Mas o melhor de tudo isso é sentir a reciprocidade desses sentimentos, é saber o quanto elas confiam e acreditam em mim, é vê-las crescendo, aprendendo, amadurecendo, se virando com o mínimo de dependência de adultos. Se existe algo que eu sempre fui realizado é o fato de ser pai daquelas criaturinhas maravilhosas, tão iguais e tão diferentes, um balanço perfeito de gente.
Não passarei o dia dos pais com minhas filhas... espero que você tenha um ótimo dia junto ao seu.
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Segunda-feira, Julho 20, 2009
Semana que vem eu volto... nesta, estou gozando meu saldo de uma semaninha de férias com minhas filhas.
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Segunda-feira, Julho 13, 2009
Alguém ainda passa por aqui???
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O Proibido
Segunda-feira, Maio 11, 2009
Reciprocidade
Reciprocidade é o mesmo que troca... só que é uma troca não de coisa, mas sim de ato. Você faz uma coisa que beneficia alguém esperando que esse mesmo alguém lhe faça algo em troca, quando você precisar. Muitas vezes, você é obrigado a fazer sua parte com a promessa de algum tipo de reciprocidade. É o que acontece com os impostos, com as crenças, as ordens do chefe... Outras vezes você faz algo que julga certo ou que agrada ao próximo simplesmente porque quer vê-lo feliz, satisfeito com seu comportamento. Mas, mesmo assim, por mais que você ache ou afirme que faz algo apenas por amor, sem nada esperar de volta, eu asseguro: é mentira! Ninguém é paciente o suficiente para se dar, se doar a alguém, com respeito, admiração, carinho e não ter reciprocidade. Uma hora você vai estourar.
Ultimamente tenho me sentido cada vez mais sozinho no mundo. Meus amigos não me dispendem a mesma atenção que lhes dou, não me procuram, não fazem questão de saber se estou feliz ou empregado. Mesmo eles sempre correspondendo aos meus contatos, cansei de só sabermos um do outro, só nos encontrarmos porque eu provoco isso.
Sinto-me desamparado por minhas crenças. Cresci entendendo que sempre deveria fazer o bem, ser justo e respeitar as pessoas, sem nunca deixar de crer em Deus. Continuo assim e, por questão de princípios, nunca mudarei meu jeito de ser. Mas não consigo entrar numa igreja onde os próprios padres fogem às regras, quebrando o celibato (que acho ridículo, mas se eles escolheram seguir aquela carreira, que cumpram com sua promessa... inferno aos que se tornam pedófilos!!!), onde um arcebispo excomunga uma família inocente que decidiu por abortar um filho criminoso do ventre de sua filha ainda criança, deixando o verdadeiro culpado impune por Deus, e que, por último, adquire um apartamento de dois milhões no Rio para abrigar seu arcebismo, em vez de ajudar a quem precisa, com todo esse dinheiro, que foi coletado dos seus fiéis.
O final desse parágrafo acima me leva ao Congresso Nacional, ao Executivo e ao Judiciário, pois todos eles se apropriam indevidamente de dinheiro que não lhes pertence em prol de si próprio. Eu pago meus impostos em dia porque espero alguma reciprocidade em termos de obras, de segurança, de redução da criminalidade... mas nada disso efetivamente acontece. Eles desviam tudo... e eles mesmos se perdoam, se justificam, se liberam. O STF é hoje a pior vergonha que sinto do meu país. E aqueles filhos da puta que lá estão não foram escolhidos diretamente pela população, mas o foram indiretamente, pois é o Presidente da República quem os coloca lá.
Enfim, sinto-me cada vez mais desamparado. Sinto que deveria criar um país novo onde a desonestidade seria intolerável e a punição seria a extradição. Quanto mais estudo, menos entendo como essas coisas acontecem. Afinal, está tudo escrito como deve acontecer. As leis e a Constituição Federal criam um país rico e seguro. Mas os homens que deveriam fazê-las serem seguidas fazem tudo errado... olham apenas para o próprio rabo. E enfiam no rabo dos contribuintes, trabalhadores que suam de verdade.
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O Proibido
Quarta-feira, Maio 06, 2009
Exemplo de Luta
Ao aproximar-se o dia das mães, resolvi contar esta breve história de uma pessoa tão especial.
Nascida no interior do Piauí, lecionou o 1º grau a centenas de alunos. Era madrinha de quase todos eles. Em uma visita ao lugarejo onde ela trabalhava, percebi que todos a chamavam de dinda com muito respeito. Além de professora, era também servidora do INCRA, de onde se aposentou.
Seu marido era um pilantra. Militar, era saxofonista boêmio e só chegava e casa ao amanhecer (alguma herança genética minha!?!?!?). Cansada daquela vida, resolveu partir para a carreira solo e foi morar no interior de Pernambuco, numa cidade bem grande, onde virou dona Dasflores (muitos ainda a chamam assim) devido ao seu amor por flores. Vivia da costura. Quando eu chegava lá, desde pequeno, explorava sua máquina, abrindo todas as gavetas e espalhando os pequenos acessórios. Criou, sozinha, sua filha e um sobrinho cuja mãe morreu no parto.
Essa filha cresceu, conheceu meu pai, que era estudante de Agronomia na sua cidade, apaixonou-se e resolveram se casar. Foram morar no interior da Bahia. Dez meses depois, eu cheguei ao mundo. Uns dez anos depois, dona Dasflores, então, largou tudo mais uma vez e seguiu seu destino: foi morar na mesma cidade que a filha. Seu filho logo a seguiu, pois meu pai havia lhe conseguido um ótimo emprego. A família estava completa de novo.
Muitos anos depois, sua filha precisou ir morar na capital, Salvador. Logo depois, lá se foi dona Dasflores marcando sua presença.
Essa nobre velhinha, que odeia ser chamada de velha, é a avó mais amada desse mundo. Para minha sorte e dos meus três irmãos, sempre fomos os únicos netos. Até hoje, eu já com quarenta, a disputa para se sentir o neto predileto é grande... mesmo eu tendo certeza que sou eu, os outros insistem em ser os prediletos.
Vozinha, agora com 92 anos e gozando de plena lucidez, está há três semanas internada. Passou a primeira na UTI. Fui visitá-la e saí sem esperança alguma de vê-la com vida de novo. No dia seguinte, milagrosamente, teve alta da UTI. Foi a única que saiu com vida de lá. Continua no quarto. Mas em plena evolução. Esta semana, ela disse a minha irmã: “A coisa mais preciosa que existe nessa vida é a família... e eu tenho a melhor família do mundo. A morte quis me levar, mas eu disse a ela que não iria agora, pois precisava reunir minha família mais uma vez”.
Estamos com forte esperança de tê-la em casa para o Dia das Mães. Sem dúvida alguma, nunca conheci uma mãe como aquela. Privilegiada é minha mãe por ter tido uma mãe tão dedicada.
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O Proibido
Quarta-feira, Abril 15, 2009
Polícia para quem precisa
Adoro aquela música Polícia, dos Titãs.
“Dizem que ela existe pra ajudar!
Dizem que ela existe pra proteger!
Eu sei que ela pode re parar!
Eu sei que ela pode te prender!... (essa parte, eu já cantava “te fuder”)
Polícia para quem precisa
Polícia Para quem precisa de polícia”
Certa vez, íamos eu e duas amigas à praia, escutando esta música e cantando bem alto. Eu havia acabado de instalar um acessório no meu Chevetão preto, que se sobrepunha aos pára-choques. Pra tirar onda, não coloquei as placas no lugar. Eis que uma moto com um fela policial emparelha-se e sinaliza pra eu parar. Além de mandar eu colocar as placas apertando os parafusos com minha própria mão, já que não tinha ferramenta alguma, me deu uma multa. Ô ódio!!! Esse dia foi foda. Mal chegamos à praia, o céu despencou. Resolvemos ir embora. Na volta, ainda sob forte chuva, não percebi que o sinal àfrente havia fechado e me estaboquei no fundo da Brasília à minha frente, jogando-a sobre uma Belina. Desmontou a Brasília velha toda e quebrou meu equipamento, além de amassar a frente toda. Pensem num dia de cão para um jovem de 18 anos. Ainda tive que aguentar pagação de sapo do meu pai, pois ele era meu patrocinador e teve que pagar, não apenas o conserto do meu carro, da Brasília e da Belina, como também a multa.
Em outra vez, tinha acabado de ser assaltado, chegando à praia. Segundos depois que o lamano saiu em disparada à pé, carregando uma sacola com os objetos furtados, uma moto com um “pulicinha” passou no local. Parei-o, contei o ocorrido e pedi que ele seguisse o cara, que ainda dava pra ver. Ele disse que não era papel dele, pois cuidava apenas do trânsito. Perguntei-lhe pra que servia a arma dele, então, já que não era necessária para organizar o trânsito. Quase fui preso por desacato.
Outra ocasião me deuxou puto demais. Na Lavagem do Rio Vermelho, onde eu morava em Salvador, fui roubado e levarma minha identidade. Eu viajei de carro no dia seguinte, sem dar queixa. Por precaução, levei minha CTPS e meu passaporte, ambos são, reconhecidamente, documentos de identificação pessoal. Pois um fela me parou num posto policial e não aceitou minhas identificações. Mesmo de posse da minha habilitação, o cara insistiu que ela não teria validade sem o documento de identidade, o famoso RG. O carinha tava doido por dinheiro. Eu deveria ter dado. Teria sido mais barato do que ter pago duas multas: uma pra mim, por estar dirigindo sem habilitação; outra pro meu pai, proprietário do carro, por entregar o carro a motorista não habilitado.
Se eu for contar tudo que já me aconteceu e que me faz manter a máxima distância de policiais, vou acabar desenvolvendo uma tendinite.
Aí as pessoas perguntam: Proibido, você vai fazer o concurso pra a Polícia Civil? Ou para a Militar? Federal? Ou para a Rodoviária Federal? Porra, eu jamais seria um deles. Tenho meu caráter, meus valores pessoais e profissionais. Tenho muito mais a dar a mim mesmo e à sociedade do que atuar como policial. Mesmo que a grana seja excelente, não vou.
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O Proibido
Quinta-feira, Abril 02, 2009
Delícias da Bahia
Delícia é minha terra, a Bahia. Bahia rima com alegria... e muita putaria.
Ao descer do avião, sinto o visível calor da minha terra. Visível por ver todos suando, mas trabalhando alegre, brincando uns com os outros. Visível por me sentir bem vindo ao meu lar. O calor aconchegante da minha terra me faz sentir como se estivesse voltando ao ventre aquecido da minha genitora.
Ao sair do aeroporto, tudo que eu quero é comer aquele acarajé quente em todos os sentidos (aquecido e apimentado), mesmo que forrado da fumaça urbana. Quando não o como no aeroporto, vou direto ao Rio Vermelho, onde estão muitas das delícias da Bahia, onde comemos acarajé no final da tarde, tomando aquela geladinha e assistindo ao pôr-do-sol, enquanto ansiamos pela chegada de alguém conhecido que não vemos já tempo. Ô delícia!!!
Delícia é rever minha vozinha que, mesmo aos 92 anos, ainda ensaia uns saltos de alegria ao me reecontrar e me dá aquele abraço de quebra-costela, como costumamos, na nossa cumplicidade, dizer. Delícia é comer cuscuz com ovo pochet no café da manhã depois de comer pão cacetinho (é assim que os baianos chamam pão-de-sal) recém saído do forno, por quem a manteiga se derrete toda. Delícia é não saber se o almoço será moqueca de peixe vermelho, ensopado de carneiro, assado de porco ou galinha ao molho pardo... mas ter a certeza que será um desses.
Delícia é reencontrar minha irmã e seus filhos lindos que adoram o tio e saber que, à noite, vai rolar aquela mariscada na casa dela. Delícia é marcar um happy hour com amigos tão queridos e que só vejo uma ou duas vezes ao ano. Delícia é ir buscar meu pai na rodoviária, que viajou a noite toda para rever seu primogênito querido.
Minha terra é repleta de delícias, como podem notar. O único problema é a inimiga balança na volta à rotina... ela sempre me traz má notícia.
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O Proibido
Quarta-feira, Março 25, 2009
Sem luz
Era noite, eu estava preparando o almoço do dia seguinte, especificamente limpando a carne, e ela a usar o computador no quarto quando faltou luz. Sem visão e sem energia, só restava-nos aproveitar o momento.
Lavei as mãos e me dirigi a sua cadeira, acariciando-a, beijando seu pescoço por trás. Abri sua blusa e acariciei seus seios durinhos. Ainda explorando seu pescoço e sua nuca, adentrei com a mão na sua calcinha, onde senti o calor que me esperava.
Beijos e carícias depois, trocamos de lugar. Sentado, ela me beijava, lambia e mordia meu peito, enquanto sua mão movimentava meu membro totalmente ereto. Depois de uma boa chupada, já morrendo de desejo, disse “quero te meter”. Ela sentou sobre mim e começou aquele leve movimento prazeroso, olho no olho, mesmo quase sem nada ver. O movimento foi aumentando vagarosamente e o tesão, à loucura.
Agarrado com força no assento da cadeira, segurando-me de tesão, todo contraído, soltei o berro quase uivante do prazer. E, nesse momento de tamanho gozo, quase sem fôlego, e ainda com os olhos fechados, a luz voltou, numa sintonia perfeita, como se, num filme de Holywood algo grandioso tivesse acontecido. De fato, tinha acontecido.
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O Proibido
Quarta-feira, Março 18, 2009
Querer, ter e poder
A vida em Brasília é engraçada. Aqui não se vê pessoas procurando se profissionalizar, procurando fazer seu trabalho cada dia com mais qualidade, buscando realização pessoal no trabalho. O que se vê são pessoas querendo conhecer pessoas influentes. Quando mais gente você conhece, maior sua garantia de estar empregado. Quanto maior a diversidade política dessas pessoas que você conhece, maiores são suas chances de estar sempre mamando nas tetas do governo, seja distrital (aqui não existe governo estadual) ou federal.
É por isso que a máquina pública não funciona. Órgãos públicos abrem concursos, mas dão pouca posse aos aprovados. Pra conseguir isso, abrem cargos apenas para cadastro de reserva. Eles preferem manter as terceirizações, pois, assim, colocam seus indicados (leia-se parentes, amigos, amantes, vizinhos... ou simplesmente pessoas que aceitam a submissão) pra faturar sem quase nada produzir. O negócio é tão escancarado, que os “fela” (os filhos das putas) dão um emprego pra ganhar 5mil aos submissos e impõem que 2mil sejam pagos em espécie em suas próprias mãos. Como se fossem os donos dos cargos.
É um lixo!!! É um nojo!!! Em vez de essas pessoas aproveitarem a oportunidade de emprego para aprender, produzir e se tornar independentes da politicagem, elas querem mesmo é mamar na segurança da sua poltrona, planejar suas férias, seus abonos e feriadões emendados, pois certamente não farão falta. Muitas delas caem nas trocas de cargo de alto escalão. Sempre que vem um novo “dono” dos cargos, ele traz sua própria equipe. Nesse momento, os que, aparentemente, perderam sua segurança, correm atrás dos seus padrinhos.
Os sanguessugas querem; os padrinhos têm; o poder público paga.
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O Proibido
Segunda-feira, Março 09, 2009
Preguiça II
No texto anterior eu falei da parte boa da preguiça. Essa parte boa tem que ser merecida, não apenas decidida. Depois de matar dez jacarés num dia, o ator dessa façanha merece relaxar e descansar. Minha vida é corrida pacaralho. Tenho muitas obrigações e responsabilidades no trabalho que mal dão um tempo pra descansar e raramente vou pra casa sem ter resolvido todas. Antes de chegar em casa, malho por uma hora na academia. Depois disso, é uma hora em redução de velocidade, quando tomo banho, janto e relaxo alguns minutos... logo depois, começo a estudar e isso se segue até a hora que eu agüento. Antes de dormir, é indispensável dar umazinha pra poder curtir a preguiça. Quando eu me deito, depois da lavação, de escovar os dentes e beber água, não me peça pra fazer nada!!! Dali eu não levanto nem pra atender ao telefone. Esqueça que e existo. No máximo, saio da cama pra ir a alguma farra de última hora. Pra isso, sempre tenho reserva de gás.
A parte ruim da preguiça é o que é considerada indolência. É quando você precisa que alguém faça algo e esse alguém põe milhões de dificuldades e inventa desculpas mais que esfarrapadas. Vejamos alguns casos.
No trabalho, às vezes peço pra alguém implementar um programa de computador simples pra mim e o corno não termina, dizendo que não teve tempo ou que outras coisas o atrapalharam, enquanto eu faço o equivalente a uns cinco programas daquele. Só que eu vejo que ele fica conversando, vendo besteira na intenet ou assistindo a vídeos no Youtube. Aquilo me mata de raiva, mas eu não fico calado. Falo tudo que penso na cara e mostro que ele precisa ter mais responsabilidade.
Em casa, não costumo pedir que façam as coisas, pois eu sei fazer e gosto de fazer minhas coisas, como cozinhar, limpar a casa, lavar roupa (na máquina, claro!!!) e pô-la para secar. Não tenho o hábito de pedir pra fazerem aquilo que eu posso fazer. Quando a vida é a dois, é natural que as atribuições do lar sejam divididas. Enquanto eu cozinho, ela limpa... nenhuma regra precisa ser definida pra isso. Preparo meus lanches e faço tudo pelos dois. Agora, se eu peço pra ela fazer algo que ela faz muito melhor que eu e ela não corresponde, eu fico puto, pois eu raramente me nego a fazer o que ela quer.
Enfim, todas as situações nas quais eu preciso que alguém faça algo e esse alguém não corresponde, me deixam irado. Talvez, não se trate apenas de preguiça... pode ser mesmo uma total falta de correspondência. O que eu odeio são desculpas esfarrapadas. Tem coisa pior do que uma péssima justificativa pra não terem feito o que você precisava ou não terem lhe ligado quando você esperava?
Há tempo eu parei de esperar mais das pessoas. Mas tem certos assuntos que não dão pra perdoar ou esperar. Por isso, falo logo na cara, mostro minha insatisfação. Melhor fazer isso do que reprimir esse sentimento que só faz mal a quem o prende.
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O Proibido
Segunda-feira, Março 02, 2009
Preguiça
Todo motivo pra preguiça é gostoso... até porque se espreguiçar é uma delícia. Alonga o corpo, dá uma sensação gostosa de que algo foi muito bom: a noite, a farra, o sexo. Quando a preguiça é por causa do sexo e este foi daqueles memoráveis, quando a gente deu um gozadão daqueles, e acaba de curtir os últimos lentos movimentos já descompromissados, apenas sentindo um restinho de prazer, não tem nada melhor do que cair pro lado, se espreguiçar e ficar imóvel por alguns bons minutos.
Bom mesmo seria se o pós-sexo fosse como nas cenas de sexo em filmes americanos, onde cada um puxa sua coberta e ali repousa, curtindo os últimos momentos de prazer... sem se preocupar com a limpeza dos membros ou em evitar que se suje o lençol. Infelizmente, a preguiça só se dá depois das devidas lavações.
Enquanto eu estiver nesse repouso, não me chame nem pra comer... não tenho interesse em nada.
PS.: Pessoas, publiquei este mesmo texto hoje no Blog Temático, que está sendo retomado após alguns meses de recesso. Para quem não conhece, é um blog onde participam sete pessoas diferentes que escrevem sobre um mesmo tema, cada um em um dia da semana. Meu dia é segunda-feira. Apareçam e prestigiem-nos.
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O Proibido
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009
Você sabe o que quer?
Trabalho para um órgão público há mais de cinco anos. Nesse tempo, conheci bastante gente e deu pra definir claramente os diferentes perfis de pessoas que nele trabalham. Basicamente, existem os filhos do dono (é assim que eles sentem: intocáveis e acham que todos devem satisfazê-los), os que realizam e os que se escondem do trabalho (maioria absoluta). Me afeiçôo mais aos que realizam, pois este é o grupo ao qual pertenço.
Tem uma unidade que é liderada por um desses carinhas que realizam. Eu já o conheci fora do ambiente de trabalho e vi que o cara é nota dez. Mas o que o vejo fazer com mais freqüência é reclamar das pessoas do órgão público. Aponta os responsáveis por erros, as gerências que vivem inertes, os processos de trabalho mal definidos, as pessoas que não assumem suas responsabilidades... enfim, ele tem uma visão claríssima de como funciona o órgão. Outro dia, descobri que ele faz parte do sindicato daqui... é um cara de ótimos argumentos.
Desde novembro, eu estou fazendo um sistema para sua unidade. Ele me mostrou superficialmente o que precisava. Desde então, eu venho modificando o sistema toda semana. Toda vez que vou apresentar a nova versão, ele inventa mais coisa. Sempre procura apontar algo que deveria ser diferente. Isso foi me irritando. Na semana passada, depois de mais de duas horas de discussão, ele veio me dizer que o que precisava mesmo era adicionar um campo numa tela de outro sistema e estaria satisfeito. Isso seria uma solução de uma hora de trabalho, sendo que eu e outro colega já havíamos gasto muitas dezenas de horas para satisfazê-lo.
Como eu já tinha intimidade, xinguei pra caralho, falei em voz alta e mostrei o tanto que eu estava decepcionado com ele. Mostrei que eu o considerava um dos bons do órgão, que ele se mostrava um cara firme e decidido, mas que, na prática, não tinha a menor idéia do que queria. Mostrei pra ele o quanto é fácil apontar os erros e as desorganizações dos outros, mas, na hora de resolver os seus problemas, prefere continuar reclamando a buscar a melhor solução. Falei (com essas palavras) que eu estava lhe dando uma puta ferramenta de trabalho que funcionaria como uma descarga, pois mandaria embora toda a merda feita durante anos na unidade dele, que era a oportunidade de ele arrumar sua casa e mostrar à diretoria que tem controle e responsabilidade sobre suas informações. Enfim, foi um estresse que durou mais de meia hora. Ao fim do meu discurso, ele, silenciado, marcou reunião para dois dias depois. Nesta reunião, o cenário foi completamente diferente... e o sistema foi dado como pronto no dia seguinte com tudo que eu tinha feito... pois era o que ele precisava... mas ele não sabia disso... preferia continuar reclamando.
Você sabe o que quer? Ou só sabe o que não quer?
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O Proibido
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009
Esta vida... outra vida
Eu não suporto conversar sobre religião. Pra mim, cada um deve acreditar no que quiser (ou até mesmo acreditar em nada!!!) e ficar com sua crença pra si só, sem encher o saco dos outros. Toda vez que resolvo me meter em conversar dessa natureza dá confusão, pois não tolero pessoas com pensamentos tão limitados.
No sábado foi o aniversário da minha ex-cunhada. Sempre nos demos muitíssimo bem, sempre fomos ótimos parceiros de farra e sempre debochamos muito das pessoas “tapadas”. Por um ano, freqüentamos um centro espírita. Depois que eu aprendi o que desejava, decidi não mais ir lá, pois tudo já se tornava repetitivo. Mas ela continuou... foi quando percebi o quanto ela é compulsiva para as coisas que acredita. Atualmente, nos falamos apenas uma vez por ano: no aniversário dela. Ela nunca me ligou. Por isso, resolvi jogar com suas regras: este ano eu não liguei.
Muitos anos se passaram e, por problemas pessoais no casamento, ela e o marido resolveram se converter e se tornaram evangélicos. Eu mal acreditei que aquilo pudesse ter acontecido. Ela, mais uma vez compulsivamente, se tornou a pior das crentes. Ninguém consegue conversar com ela, ninguém tem paciência, tornou-se uma pessoa insuportável, só fala de Deus e da bendita salvação.
Falando de salvação, lembrei de um ex-colega de trabalho, evangélico de nascença (nesses eu acredito!). Certa vez falávamos sobre religião e eu argumentava o tanto que eu acho idiota a postura dos evangélicos em relação aos espíritas. O motivo é um só: a Bíblia diz que ouvir vozes ou enxergar espíritos é coisa do inimigo. Será mesmo!?!? Argumentei que o espiritismo foca a vida terrena atual, estimula o crescimento espiritual através das nossas atitudes presentes como forma de evoluir o espírito sempre fazendo o bem. E completei dizendo que não gosto das atitudes dos evangélicos, que se fecham em grupo; matam e morrem pelo grupo; fôda-se quem estiver fora. Ele contra-argumentou alegando que espíritas (querendo dizer os não evangélicos) não se preocupam com a salvação.
Mais uma vez, voltamos ao tema salvação. E pus-me a pensar sobre o assunto. O que eu concluí? Salvação é preocupar-se com a próxima vida. Que próxima vida? Ela existe mesmo? Por que não sei nada das minhas vidas anteriores? Será que eu sendo do bem, fazendo sempre o bem, ajudando o máximo que posso não garanto essa tal salvação? Como não sei o que será do próximo capítulo da minha vida, prefiro acreditar apenas no presente e dar o melhor de mim pra conquistar, construir, aprender e ensinar a viver pelo bem comum, conhecendo bem o limite dos meus direitos e das minhas obrigações. Prefiro ter atitudes que façam com que as pessoas gostem de mim a viver dentro de regras que prometem uma próxima vida cheia de qualquer coisa e me esquecer de viver esta vida, que é a única garantida.
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O Proibido
Quinta-feira, Janeiro 22, 2009
Quarentar
Todos me perguntam como é fazer quarenta anos. Pego-me surpreso ao responder que é apenas completar mais um ano de vida. Mas não deixo de observar que o mesmo parece não ter acontecido aos meus amigos. Todos têm um comportamento tão de velho que me incomoda.
Na festa, muitos chegaram muito tarde... estavam em casa com preguiça de sair; e muitos foram embora cedo demais... estavam cansados. Ao convidá-los para me acompanharem a algum show (os conhecidos ensaios de bandas baianas), eu ouvia coisa do tipo “Lá é cheio de gente demais!” ou “Não gosto mais dessas coisas” (mas adoravam) ou “Não vou pagar vinte e cinco conto pra ver aquela merda”. Ao convidá-los a passar o dia tomando uma cervejinha comigo e comendo tira-gosto no village onde passei uns dias, primeiro reclamaram que era longe demais (na frente da melhor praia da cidade onde todos freqüentam normalmente), depois partiram cedo, justamente quando estávamos fritando camarão ao alho e óleo (que sobrou todo!!!)... um porque não pode beber muito, pois sente muita dor de cabeça (bebe refri, porra!!!), outro porque ia a uma feijoada de um outro amigo nosso (caralho, eles moram na mesma cidade, se vêem com freqüência, vivem comendo feijoada juntos!!!). Enfim, meus amigos quarentões estão se comportando como eu achava que os quarentões eram.
Lembro-me quando minha mãe estava completando quarenta anos... eu e um grande amigo, que era noivo da minha irmã, brincávamos dizendo que ela estava ficando velha, coroa. E, de fato, nós a víamos como uma pessoa que envelhecia. No entanto, tanto esse amigo, que fez quarenta também em dezembro, quanto eu nos sentimos no auge dos nossos vinte e cinco anos. Cultivamos os mesmos sonhos de antigamente, gostamos das mesmas coisas, temos o mesmo comportamento... só estamos mais maduros, compreendemos melhor a vida e as pessoas... e sentimos muito pelos que se deixam envelhecer.
É inevitável eu comparar esta virada com a dos trinta anos. Naquela época, eu senti um peso enorme, pois fazia muita farra no interior e saía muito com pessoas de vinte e poucos... era estranho fazer trinta... parecia que eu estava subindo um nível na vida, que deveria ser mais responsável, mudar meu comportamento... eu sentia que me transformaria no tiozinho da galera. Agora, enxergo que nada mudou naquele tempo e que nada mudou hoje. Continuo sendo o mais velho da minha equipe de trabalho, mas nem por isso sou tratado como tal. Tenho minha Encantada de 28 anos que me ama com trinta ou quarenta, pois o que importa é o que eu sou, as coisas que gostamos e fazemos juntos, sem deixar essa diferença interferir. E, como eu disse a minha mãe, é ela quem está ficando velha por ter um filho com quarenta anos de idade.
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O Proibido
Quinta-feira, Janeiro 15, 2009
Férias e Descanso
Fazia 17 anos que eu não tirava férias de verdade, com remuneração, 1/3 e tudo mais que férias oficiais proporcionam ao empregado. Passei muitos anos mudando de emprego e depois trabalhando como pessoa jurídica, quando eu conseguia apenas “folgas”... e, muitas vezes, não remuneradas. Este ano, depois de completar 40 anos e mais de 20 anos depois de ter assinado minha carteira de trabalho pela primeira vez, gozei as segundas férias da minha vida.
Foram muitos planos, pois, além das férias em si, envolvia minha festa de 40. Não vou contar o que aconteceu, pois não importa, mas citarei algumas coisas que faria diferente.
Eu deveria ter feito minha festa diferente, com a comida encomendada de Buffet ou com um churrasqueiro de verdade. Tudo que dependeu de terceiros deu merda. E as pessoas chegaram em horários tão alternados que algumas já tinham partido. Acabou que não me diverti como na festa dos 30.
Nunca mais tirarei férias para ficar em Salvador... muito menos pra me hospedar na casa da minha mãe, irmã, amigo ou qualquer outra pessoa. Vou alugar uma casa ou village com ar condicionado nos quartos, na frente da praia pra não ter que dirigir (dirigi 1.000 Km dentro da cidade na primeira semana) e pôr uma empregada dentro. Assim, não terei que me preocupar em não bagunçar a casa, em providenciar rango, muito menos (o que mais odeio nas férias) em seguir horário de almoço, de janta ou de fazer silêncio.
Não me cansarei tanto durante o dia pra poder curtir a noite. Em três semanas, saí apenas duas noites. Na verdade, como banquei o paizão durante todos os dias das férias, já que minha Encantada só pôde passar uma semana conosco, optei apenas por satisfazer a minhas filhas e viver momentos deliciosos com elas... mas isso não me basta, pois sinto que não em diverti.
Vou guardar dinheiro ao longo do ano, pois, mesmo vendendo 1/3 das férias, a grana não deu pra bancar tudo. Resultado: mês que vem to fudido!!!
Acho que só essas coisas saíram de maneira inadequada. O resto foi excelente!!! Principalmente a parte que me reecontrei com tantos amigos e tantos parentes... e por ter apresentado a região cacaueira a minhas filhas, visitando duas fazendas, viajando em estrada “de chão” em carroceria de picape, chupando cacau, comendo jaca, montando em jegue, apreciando a variedade de borboletas e a exuberância das árvores nativas, comendo comida saudável... e respirando ar puríssimo.
De volta à lida, só tenho a agradecer por tantos momentos gostosos e pedir ao Grande que 2009 seja tão grandioso quanto foi 2008 pra mim.
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O Proibido