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.: O blog :.
Costumo publicar textos às terças e sextas pela manhã.
Mas entro todo dia pra ler os comentários.
Alguma dúvida??? É melhor porque é proibido!!! Aqui, eu conto histórias
eróticas, sensuais e engraçadas... todas verdadeiras. Mas também
levanto questões sobre relacionamento, casamento e felicidade.
Quem tiver problemas dessa natureza, junte-se a nós. Quem não tem,
anote o endereço porque mais
tarde vai precisar.
Este blog é um álbum da minha vida. Relato fatos de todos os tempos.
Exponho meus sentimentos. Anuncio meus sonhos. Brigo contra o que não
gosto. Exploro muito o lado masculino nos relacionamentos.
Nome: Proibido
Idade: Dez/68
Cidade: De SSA, em BSB
E-mail:
proibidomelhor@yahoo.com.br
Gosto de: Viver intensamente
Odeio: Fracos e idiotas
Tristeza: Viver longe das filhas
.: Sobre mim :.
Todas as segundas-feiras, publico textos no Blog Temático.
Separado, depois de 10 anos de casado mais 7 entre namoro e noivado,
duas filhas, uma ex-amante
que me fez muito feliz por quase um ano, até termos sido descobertos.
Hoje, vivo a liberdade que almejava há muitos anos, morando só,
seguindo minhas próprias regras, limites e horários, conhecendo pessoas
maravilhosas, mas também pessoas que não valem a pena, curtindo todos
os shows que me interessam... enfim, estou VIVENDO de novo.
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Quinta-feira, Julho 17, 2008
Limites da paternidade
Já falei milhões de vezes o quanto adoro ser pai das minhas filhas. Elas são, realmente, crianças super especiais. Sempre educadas e comportadas, mas nem por isso se deixam passar por besta. Moram com a mãe a mais de 700Km de mim. Devido à distância, só as vejo mensalmente. Na última visita, tive a oportunidade de passar um dia útil e aproveitei para ir à escola conversar com alguns professores delas. Só tive ótimas referências em relação a comportamento de ambas. Mas não muito boas notícias sobre o desempenho escolar da minha mais velha.
Eu sempre fui super liberal com as meninas. Sempre conversei sobre qualquer assunto e nunca impus regras quanto a intimidade (andar nu pela casa, tomar banho junto, não ter medo nem vergonha de perguntar sobre o que se interessar). Não me preocupo muito quando vão dormir na casa de colegas porque, certamente, já conheci os pais antes e as preparei para sempre falar a verdade sem nada omitir. Quanto a presentes, sempre dei tudo que estava ao meu alcance... e sempre mostrei por que elas não ganhariam isso ou aquilo. Nunca tive problema com esse tipo de coisa. Apesar de elas conviverem com colegas muito ricos e usufruírem um pouco do conforto deles, elas sabem das minhas limitações financeiras. Graças a Deus, minhas condições não são tão limitadas assim.
O que sempre garanto a elas, e isso eu não me permito falhar, são férias inesquecíveis. Isso porque eu sempre viajei com meus pais nas férias para conhecer lugares diferentes e sei o quanto isso determinou a felicidade na minha infância e adolescência. Temos ótimos planos para as próximas. Nestas do meio do ano, como são férias curtas e eu não tenho folga, elas passam uns dias comigo e curtimos muito.
Este ano está sendo diferente. A mais nova passou uma semana comigo e seguiu para passar o resto das férias em Salvador, com a família. A mais velha ficou comigo para aprender a gostar de matemática, digamos assim. A safadinha entende tudo, arma a resposta de maneira inteligente, mas, no final, não se preocupa com o desfecho. Resultado: erra contas bobas até de adição. Ela é de uma falta de comprometimento com o resultado que eu só tinha visto em uma pessoa na minha vida: a mãe dela. Preocupo-me muito que ela acabe se tornando um adulto descomprometido com o resultado daquilo que é sua responsabilidade. Por isso, mesmo não presente diariamente na vida dela, mesmo não sendo eu quem a castiga ao longo do ano, senti-me na obrigação de exercer a paternidade da maneira mais dura: tirando-lhe as férias, impedindo-a de ir a Salvador, cidade que adora, passar uns dias com sua família que ama.
E cá está ela comigo. Triste, mas consciente de que não está sendo punida por mim e sim está sendo ajudada, estimulada, motivada, aprendendo a importância não só da matemática mas também do resultado das suas obrigações. Ela já percebeu o quanto eu estou triste por fazer isso com ela... mas, também, percebeu o quanto fico feliz por fazer a diferença neste momento da sua vida.
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O Proibido
Sexta-feira, Julho 11, 2008
Uma homenagem
Quando a gente começa um relacionamento, tudo é novidade. O beijo é novo, o sexo tem alguma peculiaridade, a vontade de repetir o encontro só aumenta. Então, o casal resolve que é pra valer. E se inicia a melhor fase de qualquer relacionamento: o descobrimento, o conhecimento.
Essa é a fase decisiva para a continuação, pois é quando a gente realmente conhece a pessoa completa do outro, e não apenas o parceiro de farra e cama. A gente analisa o comportamento nas diversas situações: alegria, tristeza, medo, raiva. Claro que não é possível provocar tudo isso, mas uma parte pode ser induzida.
Eu tive a sorte de conhecer ótimas pessoas pela internet. Esse canal é perfeito pra isso, pois as fases são mais ou menos invertidas. A gente primeiro conhece a pessoa por dentro para depois conhecer por fora ou no íntimo. Claro que o convívio é determinante para atestar se a pessoa não se mostrou ser o que não é. Até hoje, de todas as pessoas que conheci pela internet, nunca tive uma decepção nesse sentido.
Muitos esforços são feitos no sentido de um casal dito internético ficar junto, pois, muitas vezes, um mora distante do outro. Às vezes, tem-se a sorte de já estarem na mesma cidade. Ou, como eu, tem-se a sorte de a pessoa estar de mudança já programada para sua cidade, antes mesmo de se conhecerem.
Existe segredo? Acredito que não. Sorte? Certamente. Mas eu continuo acreditando no destino, nos cruzamentos de linhas de vidas diversas. Vim parar em Brasília porque a empresa na qual eu trabalhava foi comprada por outra, que fechou o CPD. Só a conheci porque me separei. Ela veio morar aqui em busca de uma oportunidade na carreira pública e para se reaproximar de sua mãe, com quem mantinha muito pouco contato há quase 20 anos. E aqui estamos juntos há quase 3 anos.
Hoje, depois de exato um mês sem publicar texto, gostaria de, publicamente, dar os parabéns e desejar sempre toda felicidade do mundo a minha Encantada, que faz 28 aninhos hoje.
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O Proibido
Quarta-feira, Junho 11, 2008
Véspera do Dia dos Namorados
Sempre que chega esta data, eu me lembro de algo inacreditável.
Eu estava casado e levando uma vida normal, sem putaria fora de casa. Fui a um Otorrino e ele me pediu alguns exames. Dentre eles, pediu uma Polissonografia, conhecido como o Exame do Sono. Para fazer este exame, é necessário pegar autorização da Assistência Média e correr atrás de vaga, pois são poucas as unidades médicas que o fazem. Para a sua realização, a gente passa a noite internado cheio de fio conectado em todas as partes do corpo, sendo filmado e medido.
Depois de muito sondar, consegui uma vaga decorrente de uma desistência, perto da minha casa. Foi muita sorte... o exame seria feito três dias depois, quando o normal era esperar algumas semanas. Cheguei em casa todo contente e contei à então esposa. Ela me olhou meio desconfiada... não entendi a razão.
Chegado o dia, véspera do dia dos namorados, fui em casa, tomei banho, jantei leve, peguei meu pijama e travesseiro (sim, eu sempre o carrego quando sei que vou dormir fora), pois tinha que chegar lá às 19:00h. Pois não é que a mulher resolveu ir comigo! Ela disse que não acreditava que eu ia fazer exame e, por isso, iria junto. Pra completar, me levou no carro dela porque não queria que eu tivesse como sair (leia-se fugir) de lá depois que ela fosse embora.
E não é que a maluca ficou lá até eu ficar todo amarrado nos fios! No outro dia, foi me buscar cedo, pois queria ver a enfermeira (super feiosa, graças a Deus!!!) retirando a fiação do meu corpo.
Tem doido pra tudo!!! Vá ser possessiva assim no inferno!!! Então eu pergunto... adiantou de quê? Pouco tempo depois, eu me envolvi com outra mulher. E, se eu quisesse mesmo fugir naquela noite, eu o teria feito e ela não teria descoberto. Não adianta... quem quer, faz. Quer evitar? Não dê motivo pra ser traída(o).
Feliz dia dos namorados a todos.
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O Proibido
Segunda-feira, Junho 02, 2008
Educação de Filhos
Fico surpreso quando vejo pais achando que seus filhos têm uma boa educação simplesmente porque estudam em boas escolas. Já cansei de ver pequenos monstros desestruturados sendo babados pelos pais que o achavam um santinho. Já vi muitas crianças articulando “colas” (na Bahia, chamamos de “pesca”) para obterem boas notas para satisfazer aos pais. Outros, castigam os filhos quando não têm um bom desempenho escolar.
Este assunto tem mexido muito comigo ultimamente, pois minha filha mais velha, que está na 5ª série, está indo muito mal na escola. A mãe simplesmente alega: “Eu jogo duro com ela... ela é que não quer nada!!! Já tomei o celular dele como castigo, mas ela não aprende”. Então, eu fico a pensar como seria se elas estivessem morando comigo e parto para os questionamentos. “Filha, sua mãe lhe ajuda com os estudos? Ela acompanha suas tarefas de casa? Ela conversa com sua professora? Ela sabe como você anda se comportando na sala de aula? E entre os colegas?”. A resposta é sempre a mesma: não!
Isso não me surpreende, pois, além de não ter o menor tino para ensinar alguma coisa, é preguiçosa e burra pra caralho!!! Como uma pessoa que não sabe escrever bem nossa língua pode ensinar algo a uma criança? Como pode alguém que não tem o menor raciocínio matemático ajudar a filha nessa matéria? Como pode alguém que interpreta errado tudo que lê ou ouve ensinar a filha a ter boa interpretação de texto? Enfim, como pode alguém que abomina estudos, que já perdeu de ano na escola, que ficou quatro anos tentando vestibular até passar em um medíocre, que não seguiu carreira na sua profissão pois não tinha capacidade pra isso, que não lê nada além de Caras, que não assiste a noticiários... como pode alguém, assim achar que pode educar suas filhas? Ela não serve de exemplo para nada, como mãe. Nem carinho as meninas recebem. Como é que ela acha que está dando boa educação a minhas filhas?
E fico a me perguntar: será que o juiz vai enxergar isso?
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O Proibido
Quinta-feira, Maio 15, 2008
Eu agradeço
Todos os dias eu agradeço por ter nascido... esta já é uma primeira grande vitória, pois:
- Meus pais poderiam ser estéreis como os vários milhões que existem no mundo
- Eu poderia ter sido abortado como tantos fetos no Brasil
- Ou podia ter sido um natimorto
- Ou ter morrido antes do primeiro ano... como milhões de crianças.
Agradeço por ter nascido em uma família equilibrada e estudada, por nunca ter passado fome e por ter tido um certo conforto por toda minha vida... por não ter conhecido a miséria.
Agradeço por nunca ter sofrido uma perda muito próxima na família, por ter chorado mais de alegria que de tristeza... por não conhecer o sofrimento.
Agradeço por ter tido oportunidade de estudar, de ter uma profissão, de conquistar meu espaço nas esferas profissional, social, familiar... por ter tantas opções.
Agradeço por não ter tido nenhuma doença grave, por ter escapado ileso dos assaltos e dos acidentes nos quais me envolvi... por não ter traumas nem deficiências.
Agradeço pelas filhas que fiz, pela felicidade que elas me trazem... por conhecer o amor verdadeiro.
Agradeço pelas mulheres que amei... ou pensei ter amado.
Agradeço por ter nascido neste país rico demais, lindo demais, “saudável” demais, com pessoas boas demais... por não recear pelas intempéries da natureza, por não temer o radicalismo cultural ou religioso... por não ter medo de dormir.
Agradeço por todos meus amigos, pelos que escreveram linhas na minha história... e, principalmente, por nunca ter tido um inimigo.
Obrigado, meu Deus. Espero ser merecedor de tudo isso. Protegei aquele povo que sofre pelos tornados, terremotos, enchentes, tsunamis, vulcões... eles não têm opção como nós temos.
Essas catástrofes têm acabado comigo e têm me feito pensar bastante na vida.
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O Proibido
Quinta-feira, Maio 08, 2008
O controle da vida humana
Há algumas semanas, passei o fim de semana em Salvador de novo. Nem precisa dizer o quanto é gostoso passar uns dias “em casa” e ainda curtir praia e caranguejo. Viva as promoções aéreas!!!
Meu irmão, que é quase dois anos mais novo que eu, é um carinha complicado. Ele carrega um currículo de muita merda feita na vida. Sempre se lasca em tudo que se mete a fazer, principalmente envolvendo relações pessoais, seja com namorada, esposa, chefes, colegas de trabalho... enfim, ele acha que agir com truculência resolve seus problemas. Por conta disso, uma vez quase foi preso por desacato, outra vez quase foi baleado por tentar separar uma briga entre dois estranhos, já foi demitido de ótimos empregos e, aos 37 anos, não tem um centavo sequer de patrimônio porque a ex-mulher levou TUDO. Entendam por tudo TUDO mesmo!!! Ficou sem carro, nem casa, nem dinheiro algum... e ainda paga uma puta pensão.
Ele tem um filho, que nunca viu nem assumiu, de quase 20 anos com uma empregada doméstica que era a coisa mais feia que já vi na vida. Tem outro de 15 anos com uma ex-namorada, que nossa família praticamente o adotou. Tem duas filhas com a ex-mulher. E agora, com na nova esposa, igualmente engenheira, mas desempregada, acabou de meter mais um filho pra dentro. Resumindo, serão cinco filhos com quatro mulheres diferentes. Quando ele nos contou, respondi no ato: “Problema seu!!! Vai virar homem nunca não, véi? Vai ser sempre moleque desse jeito???”. Algumas horas depois, fui no quarto da minha mãe, peguei meu nécessaire, entreguei-lhe e pedi que tirasse uma coisa de dentro de cada vez e me dissesse o que era. Ele tirou a escova, depois a pasta de dente, o cortador de unha, o barbeador... até que encontrou algumas camisinhas. Ao que ele me perguntou o que era aquilo, respondi com a mesma pergunta. “Afinal, mano, o que é isso?”. Ele permaneceu calado, pois sabia que eu queria dizer algo além de “camisinha”. Foi quando eu respondi: “Isso aqui é a chave da minha vida. Minha vida é minha e de mais ninguém. Quem manda nela sou eu. Quem determina o que será feito dela sou eu. Quem controla se haverá nova vida vinda de mim sou eu... e mais ninguém. Não é mulher nenhuma que vai decidir quando vai ter um filho meu. Se tiver, será porque eu quis e não porque aconteceu um acidente. Vê se aprende a usar a cabeça de cima, porra!!!”. E encerrei meu monólogo.
Depois de um breve silêncio, ele me disse que, dessa vez, iria fazer uma vasectomia. Tarde demais, né não, mano!?!?!?
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O Proibido
Terça-feira, Abril 29, 2008
Alternativas
Ao ouvir esta palavra, muita coisa me vem à mente. A principal, neste momento, são as alternativas de concurso que estou enfrentado. Vivo o dilema em decidir qual caminho seguir: se insisto na minha área de atuação, tendo que encarar provas subjetivamente loucas que ninguém imagina o que os “mestres” das bancas avaliadoras querem; ou se parto logo para uma área geral, onde se envolvem matérias de matemática e contabilidade, que tenho ótimo domínio, e mais matérias de Direito, que tenho mostrado enorme facilidade em aprender. Qual alternativa seguir? Meu coração quer que eu permaneça na minha área... mas a angústia de passar logo me puxa para o outro lado.
Alternativa também se vê muito na vida em sociedade. A sociedade é como uma circunferência que agrupa culturas, regras, valores e desejos, na qual a maioria de nós está inscrita. No entanto, alguns grupos optam por vidas alternativas com culturas, regras, valores e desejos próprios. Estes, muitas vezes, são vistos de maneira diferente pelos “sociais” justamente por serem considerados à margem da nossa circunferência. Posso falar de alguns que conheci... é difícil a gente aceitar um modo de vida tão diferente do nosso. As pessoas que são excessivamente religiosa são partes de um desses grupos alternativos. Confesso não ter paciência para estes... e também não ter paciência para aqueles diferentes demais, alternativos demais.
Eu, como sempre preguei, prefiro ser mais um dentro de um grupo uniforme. Dentro desse grupo, tento me destacar por meio das minhas idéias e ações. Mas mesmo esse destaque é contido e fica preso ao círculo social. Prefiro ser visto como um bom cidadão comum, que segue as regras e faz as coisas bem feitas por fazer de maneira diferente... mas sempre dentro do contexto não alternativo.
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O Proibido
Quinta-feira, Abril 17, 2008
Aos 45 minutos do segundo tempo...
Eu havia ido passar uma semana em Curitiba, com o propósito de conhecer algumas amigas do blog. Conheci cinco, ao todo. Todas, pessoas maravilhosas. Uma, em especial, havia ido do interior para me encontrar e acabou passando cinco noites comigo num apartamento que consegui emprestado.
Em paralelo, havia uma que era casada e que estávamos loucos para nos encontrar. Joguei aberto e contei sobre minha companhia. Naturalmente, não havia do que reclamar, pois era ela quem estava presa. Pra piorar, ela trabalhava com o marido. Mesmo assim, nos falamos todos os dias, tentando marcar um encontro. Por fim, marcamos para a tarde de uma segunda-feira. Combinei com minha companhia para ir embora na noite anterior. Só que não deu certo, pois passamos o fim de semana em Camboriú e, quando chegamos de volta a Curitiba, já não havia mais ônibus para sua cidade. Resultado: ela teve que passar mais uma noite e mais um dia comigo, pois também não havia ônibus durante o dia. Conseqüência: fudeu meu encontro!
Liguei para a casada e contei o acontecido. Ela, já não julgo se naturalmente ou indevidamente, ficou puta da vida comigo, pois havia armado todo um cenário para sumir na tarde combinada. No fim das contas, a companhia foi-se embora e eu fiquei mais três dias tentando encontrar-me com a casada. Mas não teve jeito. Ela é taurina e taurina quando põe uma coisa na cabeça, não adianta insistir. Mas eu insisti, pois é uma pessoa que sempre gostei muito. Ela mal me atendia. E assim foram três dias de solidão naquela cidade maravilhosa. Aproveitei para conhecer outra amiga de lá e fui ao interior conhecer mais uma. Adoro toda aquela gente.
No último dia, eu iria para o aeroporto às 20:00h. Às 18:00h, ela me ligou. Mais uma vez, discutimos. Eu queria mostrar que eu tentei seguir o planejado, mas as circunstâncias me impediram de honrar o encontro. Ela insistia que eu era um egoísta e que não ligava pra ela, que preferi ficar com a outra mais um dia, que não queria vê-la. Taurina, como minha ex-esposa, eu me sentia discutindo com a própria... não ouvia nada que eu falava. Por volta das 19:00h, ela ligou de novo; dessa vez, mais calma. Conversamos como pessoas normais. Mostrei que valeria a pena qualquer esforço para nos vermos, pois sentíamos forte atração um pelo outro. Mostrei que, dificilmente, teríamos outra oportunidade de nos encontrar novamente. Mas, nada. Arrumei o apartamento todo, deixei tudo pronto para partir, quando, minutos depois, meu celular tocou de novo.
- Você está no apartamento?
- Sim, estou.
- Tá sozinho?
- Claro!!! Você não quis vir ficar comigo.
- Então, desça aí que estou aqui embaixo.
Achei que fosse brincadeira. Mas resolvi pagar pra ver. E lá estava minha moreninha baixinha linda e gostosa toda sorridente me esperando. Ao nos aproximarmos, abraçamos-nos e logo nos beijamos. Subimos para o apartamento e curtimos os últimos minutos que nos restavam.
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O Proibido
Segunda-feira, Abril 07, 2008
A força do silêncio
Chegando aos quarenta, muitos filmes já passaram pela minha vida, muitos exemplos foram dados, muita coisa foi vivida, muitos erros cometidos e muito foi aprendido.
Pra falar de uma coisa só, devo dizer que tenho aprendido a me calar.
Cansei de ver o povo gritando nas ruas de Brasília até a porta do Congresso e nada mudar, pois outra parte do povo reelege os mesmos bandidos. Hoje, no Bom dia DF, vi que a Polícia Federal deu até as 18:00h para os estudantes desocuparem a UNB (Universidade Federal de Brasília). Eles pedem a saída do reitor, que gastou 470mil na reforma do apartamento funcional da UNB, onde ele mora. Quase meio milhão gasto em itens de decoração e NADA para pesquisas ou melhorias do ensino ou das instalações. A PF alega que o reitor foi eleito democraticamente e deve permanecer no cargo. Então eu penso: e não é democraticamente que os estudantes estão exigindo a sua saída? Mais um ato que não vai dar em porra nenhuma!!!
Minha ex-mulher não cansa de me encher o saco por causa de dinheiro. Pago 100% das despesas das minhas filhas e parte das despesas da casa e ela ainda quer mais. To doido pra perguntar se ela não quer que eu lhe dê um carro novo ou um a viagem ao exterior. Mas ganho muito mais me calando. Só pra lembrar: tudo que eu disser pode e vai ser usado contra mim.
Vejo muitas decisões serem tomadas de maneira errada dentro do meu trabalho. Tento mudá-las. Tento ajudar. Tento mostrar que há formas melhores. Mas, no fim, prefiro me calar.
Silêncio resolve muita coisa... mas não resolve minha satisfação interior, meu desejo de fazer o certo, o justo. Minha consciência me martela, me mandando reagir. Mas o que mais tenho aprendido nesta vida é que meus maiores problemas foram causados por coisas que eu disse. Assim sendo, é mera questão de escolha. Quero satisfazer ao meu ego ou a mim mesmo como um todo? Estou disposto a encarar novos problemas ou prefiro a paz? O silêncio tem vencido.
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O Proibido
Segunda-feira, Março 31, 2008
Tá tudo errado!!!
Nos meus estudos para concurso, fico encantado com as leis que leio. Como tudo é perfeito!!!
As leis que regem a ética, os direitos e as obrigações dos funcionários públicos são perfeitas. Nelas, você, como cidadão, tem que ser bem tratado, bem atendido. E os funcionários públicos deveriam temer os processos administrativos disciplinares, pois poderiam perder o emprego público que tanto ralaram para conseguir.
Na lei que trata de atos administrativos, tudo que você requere à Administração Pública tem prazo para ser atendido e as pessoas têm obrigação de se empenhar em fazer acontecer.
Na lei de improbidade administrativa, quem comete crimes administrativos, seja por agir ou deixar de agir em prol do bem comum da Administração Pública e dos interesses da sociedade, mesmo sem intenção (dolo), é punido, pode perder o cargo, tem que ressarcir o que desviou ao governo (erário) e pode ser julgado administrativa, civil e penalmente.
Nas leis de Orçamento, tudo é muito bem organizado. Não tem como se gastar aquilo que não se previu. O TCU deve fiscalizar as contas públicas e, principalmente, seus investimentos em obras e aquisições.
O Poder Legislativo tem muito trabalho para aprovar projetos de lei e medidas provisórias, além de ser responsável pelos julgamentos por certos crimes de responsabilidade.
O Poder Judiciário tem um arsenal de leis à mão, além de conceitos doutrinários e da própria decisão de outros magistrados (jurisprudência) para conduzí-los a decisões justas.
Então, eu pergunto: por que essa porra não funciona???
É fácil responder: porque o sistema não funciona. A maioria dos julgamentos envolvendo funcionários públicos é feita pelos próprios colegas que, muitas vezes, passam pela mesma situação do réu. Os julgamentos dos congressistas são julgamentos políticos e só caem aqueles que não se dão bem com os colegas. O TCU faz vista grossa em relação às irregularidades e, quando as aponta, os tribunais pedem que se cale. Enfim, é tudo um corporativismo só. Por falar em corporativo, o que você acha que vai dar dos cartões de crédito do governo?
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O Proibido
Terça-feira, Março 18, 2008
Momento de introspecção
Há algumas semanas, fui a Salvador buscar um carro que comprei da minha ex-sogra.
{abre parêntese}
Sim... eu disse ex-sogra. Ela sempre foi uma pessoa maravilhosa. E o carro dela estava muito bom. Aliás, toda a família da ex sempre foi muito legal comigo... o problema é ela!!!
{fecha parêntese}
Voltando ao assunto... passei três dias deixando o carro 100% para a viagem e aproveitei para rever uns amigos. Todos de vez, diga-se de passagem. Foi ótimo.
Na viagem, vim sozinho... eu e Deus... e 1560Km pela frente. À exceção de uma vez, que dividi o volante com um amigo, sempre fiz essa viagem em dois dias. Mas, dessa vez, eu queria encarar o desafio de fazê-la sozinho e de uma vez só. Consegui depois de dezessete horas de volante. Foi gostoso demais e muito menos cansativo do que eu imaginei. Quando se planeja direitinho e se conhece o caminho, é só não vacilar que tudo sai certinho.
Mas o melhor da viagem foi um reencontro gostoso com fases do meu passado. Instalei um toca-fitas no carro (sim, eu não disse CD player) e vim escutando minhas históricas fitas. Vinte ao todo. A mais nova tem uns dez anos. Cada fita, uma história. Eram músicas que eu nem lembrava que existia... mas ainda sabia cantar todas.
Uma era do S. João de 88, quando viajei com cinco amigos... cheguei a sentir o cheiro da cachaça que tomamos no dia que o Chacrinha morreu. Outra, Pink Floyd, lembro que gravei na casa de um amigo de infância. E as de lambada? Nossa!!! Tempo bom demais, quando saíamos os casais amigos para dançar na noite de Salvador. Fora isso, tinha uma especialíssima dos Titãs gravada de um show na Suíça. Kraftwerk... essa, só alguns lembram. Supertramp, idem. Rock do ACDC, Men at Work, Ásia (aquele da trilha sonora dos filmes Rocky). Fita que gravei em um hotel em Belém do Pará, durante retorno de viagem para Manaus com a família, em 85. Uma que só tem músicas lentas, gravadas em 85 também, que eu ouvia mais de dez vezes numa mesma noite namorando no carro. E várias outras.
Gente, aquilo não tem preço. Nem deu tempo pra pensar nos problemas da vida. E me manteve de olhos bem abertos durante as dezessete horas de risco.
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O Proibido
Sexta-feira, Março 07, 2008
A Arte da Guerra
Antes de iniciar o texto, gostaria de informar a todos que, depois de mais de 2 anos sem atualizar o histórico do blog, finalmente o fiz. Agora, todos meus textos estão acessíveis. Basta escolher um mês/ano no canto esquerdo da tela e acompanhar minha saga.
No início de 2003, entrei numa fase de grandes leituras. Dentre elas, li o famoso A Arte da Guerra. E comecei a pensar na arte de ler. Em todo o mundo, existe o analfabeto funcional. Trata-se daquele que lê, mas não consegue abstrair-se das palavras escritas para entender a verdadeira mensagem do autor.
Naquele tempo, eu vivia pensando numa estratégia para me separar. Lendo o livro, coloquei a então esposa na posição do inimigo e a situação de casa, filhos, pensão como sendo o cenário, o local da batalha. Quando Sun Tzu descrevia a preparação para uma batalha, o estudo da direção do vento, da posição do sol e do terreno, eu enxergava os passos que tinha que dar, as pessoas com quem teria que conversar, o apoio que eu precisava obter, as palavras que teria que dizer à esposa de forma que não a ferisse nem causasse raiva. Quando ele falava nas táticas para um exército pequeno enfrentar um mais numeroso, eu pensava na força judicial que tem a mulher numa separação. E quando falava do propósito da guerra (se é que há) eu só pensava na minha liberdade.
Planejei muita coisa, mas tudo aconteceu sem seguir qualquer planejamento. Digamos que o inimigo me atacou antes que eu o atacasse. A separação acabou, digamos, num empate técnico. Eu ganhei o que eu queria (liberdade) e ela saiu bem financeiramente e ficou com as crianças, além de sair por cima, pelo fato de ter tomado a iniciativa. Bom para ambos. Eu sei que muitos vão dizer que é assim mesmo, que homem nunca toma iniciativa na separação... tanto que nem vou discutir isso... eu aceito... é isso mesmo... o homem vive adiando esse tipo de decisão.
Hoje, vivo uma nova batalha, só que uma batalha covarde. O inimigo continua o mesmo, o propósito é outro (as crianças), o local da batalha é o pior possível. O inimigo encontra-se mais forte que nunca, pois, necessariamente, terei que lutar no seu território, onde ela tem domínio e aliados, enquanto luto apenas com um conselheiro do meu lado. A questão é que o tesouro que busco conquistar (conquistar no sentido de trazer para minha convivência) está protegido pela justiça (se é que isso existe) e está em terreno adverso. Se, para vencer esta batalha, fosse necessário apenas a destruição do inimigo, seria fácil de liquidá-la. Mas quando é necessário preservar o tesouro e o inimigo ameaça destruí-lo a entregá-lo a mim, torno-me um completo incapaz. E sigo adiando o confronto, mas com uma sensação de pré-derrota pelo fato de não agir logo.
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O Proibido
Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
A mulher na vida do homem
No início da semana passada, minha Encantada viajou pra passar uma semana com sua família e eu fiquei com tempo livre pra mim... só pra mim... para curtir meus pensamentos, sem ter que compartilhar nada. Na quinta, fui a Salvador passar o findi como meu povo. Lá, fui me encontrar com meus melhores amigos... todos juntos... foi um verdadeiro praião de tarde de sexta. Cada um chegou no horário que pôde. Pra se ter uma idéia, às 20:30h eu estava mergulhado no mar, acompanhando a preciosa lua, com todo seu amarelo e gigante esplendor, saindo de dentro d’água. Lindo e emocionante demais!!!
Conversando com meus amigos, percebi o quanto todos eles estão bem melhor, financeiramente e emocionalmente, do que eu. Emocionalmente, porque estão criando seus filhos juntos à família que construíram. Financeiramente, porque têm carros e moradias duzentas vezes melhores do que eu tenho hoje. Aquilo tudo me fez pensar na minha trajetória. E concluí que o que fez toda a diferença nas nossas vidas foi a mulher com quem cada um se casou.
Vejam bem: nos formamos juntos, tivemos, muitas vezes, o mesmo emprego e sempre ganhamos a mesma faixa salarial. Eu nunca fui gastador, pra dizerem que torrei tudo que ganhei. Enquanto eu morava em Salvador, ainda havia um equilíbrio entre todos nós, mas eu já começava a ficar para trás, mesmo tendo um patrimônio razoável para aquela idade. Naquele tempo, a esposa de um passou num concurso (hoje ganha mais que ele), a de outro montou uma escola em sociedade com a irmã, a do outro continuava estudando, melhorando e conquistando novas oportunidades de emprego e crescimento vertical nas empresas onde trabalhava. Enquanto isso, a minha fazia dez anos no mesmo emprego (que eu consegui pra ela), sem nunca ter feito um curso de especialização, sem estudar pra concurso, sem correr atrás de nada, pois tinha um besta trabalhando, muitas vezes, dez, doze horas por dia pra manter o padrão que, pra ela, era suficiente.
Claro que essa insatisfação foi um fator motivador pra eu buscar mudanças, que começaram comigo procurando outras mulheres. Depois que me separei, metade do que tinha, a ex levou e, o que é pior, gastou tudo. Parte da minha metade eu gastei vivendo meus primeiros meses de solteiro. Neste momento, estou reconstruindo minha vida, com um carrinho popular, um minúsculo apartamento em construção e, ainda, pagando aluguel, sem contar na pensão que sustentaria qualquer família de quatro pessoas muito bem.
Está sendo muito difícil e moroso esse recomeço, pois estou fazendo tudo sozinho, apenas com meu esforço financeiro. Tem hora que fico impaciente, querendo que as coisas aconteçam mais rapidamente. Meu consolo é que tenho, ao meu lado, uma mulher que promete um futuro tranqüilo, sempre correndo atrás, melhorando, evoluindo e ajudando, financeiramente... ao contrário da que eu tive por dezessete anos, que só tirou de mim.
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Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008
Eu sou assim
Eu não exploro ninguém. Não me aproveito de uma condição social, financeira ou profissional boa de alguém para me beneficiar. Portanto, não suporto me sentir explorado por alguém.
Eu não falto o respeito com ninguém. Não gosto de falar mal das pessoas, não agrido ninguém verbalmente, não menosprezo nem diminuo o valor de ninguém. Portanto, exijo ser respeitado.
Eu não sinto pena das pessoas. Acredito que cada um é o que é porque escolheu ser assim. Tenho fé que cada pessoa tem o poder de mudar sua própria vida, criar suas oportunidades, melhorar. Se não muda é porque está acomodado. Portanto, não gosto que sintam pena de mim quando estou passando por algum momento difícil. Se está daquele jeito é porque eu ainda não encontrei o melhor caminho para modificar. Mas não estou inerte; estou atuando em silêncio; eu e meus pensamentos.
Eu sou muito paciente com as atitudes alheias. Aceito coisas que não concordo de jeito nenhum, pois acredito no livre arbítrio. Portanto, discorde de mim, se achar que deve... argumente, mas aceite meu ponto de vista se eu tiver uma posição contrária à sua.
Eu não suporto pedir favores. Sinto que fico em débito com quem me fez um favor. Mas não me incomodo de fazer favores aos outros... e não me sinto credor por isso. No entanto, não abuse e não peça demais, pois eu não tenho o menor problema para dizer NÃO!
Eu odeio os infratores de lei, os aproveitadores de brechas, aqueles que fazem, conscientemente, aquilo que sabem que é errado, pois acreditam na impunidade. Portanto, jamais me peçam para fazer algo ilegal ou errado perante à sociedade. Meu nome e minha imagem sempre foram limpos e deverão permanecer assim eternamente.
Enfim, eu não gosto de incomodar ninguém. Por isso, não aceito ser incomodado.
O tempo vai passando e eu vou mudando. Mas meus princípios não mudam. Mudam apenas minha tolerância, minha paciência, minha compreensão, minha forma de aceitar. A cada dia, sinto que me isolo num mundo cada vez menor, onde dentro da minha redoma ficam aqueles que eu verdadeiramente amo e realmente adoro conviver. Fora dela, ficam os que eu apenas tolero... pois tolerar é preciso.
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O Proibido
Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008
Julgamentos
Aproveitei o comentário do/da Lança da Colômbia (não sei se é homem ou mulher... pelo comentário, é mulher... homem não se preocupa com essas coisas) para escrever este texto. Eu sempre falo aqui que detesto julgamentos... mas, constantemente, sou acusado de julgar outrem. Isso seria incoerente com meu discurso. Por isso, vim mostrar o que penso a esse respeito.
O que é julgamento? É quando se tira alguma conclusão sobre outra pessoa, certo? Você observa, julga e tira sua conclusão, não é isso? Na verdade, pensando sobre o assunto, percebi que a gente julga os outros com base nos nossos conceitos, na nossa cultura, no nosso comportamento. A gente pensa assim: se fosse eu, faria assim ou assado... se fosse eu, não teria feito aquilo de jeito nenhum... se fosse eu, teria dito isso ou aquilo. Enfim, a gente se põe no lugar do outro, imagina como teria agido ou se comportado e julga se o “réu” agiu corretamente ou não. Muitas vezes, ignoramos até as leis; mesmo que o “réu” tenha agido conforme a legislação vigente, a gente acha que teria feito diferente, julga e condena o coitado. E o pior... sem qualquer chance de defesa. É exatamente assim: a gente escolhe o réu, julga e condena sem que ele sequer saiba que está sentado no banco dos réus. E seguimos nossa trilha de razão e vitória, achando que sempre estamos certos.
Quando reclamo que detesto julgamentos, refiro-me àqueles que julgam sem conhecimento de causa; julgam a um primeiro olhar, uma primeira análise, sem conhecer os detalhes. Eu aprendi, há muito tempo, a não julgar as atitudes das pessoas, pois não sei nada do que as levou a tomar essa ou aquela decisão. Ela é quem sabe das suas dores e alegrias; ela é quem tem suas memórias; não eu... eu tenho as minhas e são elas que me motivam a fazer tudo que faço.
Agora, se eu conheço uma pessoa há muito tempo e afirmo que a pessoa não gosta de conversar com ninguém, beleza... é um direito dela ser calada; detesta trabalhar... aí eu entro lascando... se não gosta de trabalhar, pede pra sair, porque o resto do seu grupo de trabalho precisa daquela mão-de-obra... e tem um monte de gente capacitada louca por aquela oportunidade; se o cara não ri, não fala besteiras, não se mostra alegre hora nenhuma, como todo seu grupo de trabalho, isso também é problema dele: ele é quem é o alienígena; talvez por escolha; talvez porque nascera assim. Enquanto nenhum dos seus atos me afetar, tá tudo bem; mas, se me prejudicar de alguma forma, sai de baixo.
É julgamento meu achar que esse cara passou despercebido no mundo? Pode ser, afinal isso é uma conclusão minha, dentro do meu universo, sem direito a resposta (até porque ele morreu). Considero isso uma conclusão... e gosto de compartilhar minhas conclusões, pois, compartilhando, recebo respostas de quem me ouve ou lê... e aprendo mais sobre a vida. Por outro lado, acho justo registrar que uma pessoa achar que outra está julgando uma terceira é também uma forma de julgamento... ou não?
Bom carnaval a todos. O meu será estudando em casa (ECA!!!!). A necessidade faz o homem, certo?
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